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22ª Edição apresenta:

CINEMAS REVOLUCIONÁRIOS NA AMÉRICA LATINA (DÉCADAS 1960-1970)

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Nas décadas de 1960 e 1970, países da África, Ásia e América Latina foram atravessados por intensos movimentos de libertação nacional e projetos revolucionários anticapitalistas. Neste curso, cujo foco é a América Latina, vamos investigar o cinema na região como território estratégico de disputa contra a dominação imperialista, sendo veículo de formação crítica e arma cultural capaz de instigar consciência, indignação e mobilização social.

Vamos analisar a confluência entre cinema e revolução no continente, examinando como, em meio a repressões militares e convulsões sociais, artistas reinventaram a linguagem cinematográfica para torná-la instrumento ativo das transformações históricas. Ao longo de quatro aulas, estudaremos o papel do cinema enquanto ferramenta de luta e imaginação política.

Interessa-nos observar como cineastas latino-americanos procuraram romper com as propostas estéticas de Hollywood e de certos cinemas europeus, com seus modelos de representação burguês e convencional, para propor novas formas expressivas, muitas vezes marcadas pela urgência, pela precariedade produtiva, pela experimentação estética e pelo desejo de forjar um cinema capaz de colaborar no nascimento de um novo sujeito histórico.

Aula 1 — Brasil: Cinema Novo e a Estética da Fome
Iniciaremos pelo Cinema Novo, movimento fundamental para se pensar as propostas de um cinema revolucionário no continente. Tomaremos Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, como eixo central da discussão, articulando-o a outros filmes do período e ao manifesto Estética da Fome. Vamos compreender o contexto político e cinematográfico do Brasil dos anos 1960, assim como os princípios de um novo realismo capaz de explorar as contradições históricas e propor uma nova sensibilidade estética.

Aula 2 — Argentina: La Hora de los Hornos e o Terceiro Cinema
Na segunda aula, estudaremos a Argentina usando como ponto focal o filme La Hora de los Hornos, de Fernando Solanas e Octavio Getino, obra seminal do cinema militante latino-americano. O filme – pensado como instrumento de formação política e exibido em sessões clandestinas – articula montagem ensaística, dados históricos e convocação à ação. Discutiremos também o manifesto “Hacia Un Tercer Cine”, documento fundamental para as discussões sobre Cinema no então chamado "Terceiro Mundo".

Aula 3 — Cuba: Revolução, ICAIC e Sara Gómez
Na terceira aula, deslocamo-nos para Cuba após a Revolução de 1959. Examinaremos a proposta do ICAIC (Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos), centrando a análise no filme De Cierta Manera, de Sara Gómez - pioneira e voz essencial para compreender raça, gênero e revolução em interseção. Vamos trabalhar também os cineastas Tomás Gutiérrez Alea e Santiago Álvarez.

Aula 4 — Chile: Allende, Golpe Militar e A Batalha do Chile
No último encontro, analisaremos o Chile sob o Governo de Salvador Allende, e o desdobramento cinematográfico das tensões que antecedem o golpe de 1973. O foco será a obra monumental de Patricio Guzmán, A Batalha do Chile, registro histórico que acompanha o cerco ao governo da Unidade Popular e a escalada de forças militares que culmina na ditadura de Pinochet. Vamos analisar também a obra de Miguel Littín.

E aí, vamos nessa?

Como funciona o CineCuti?

Os Principais Filmes da Edição

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Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964)

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La Hora de Los Hornos (1968)

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De Cierta Manera (1974)

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A Batalha do Chile (1975-1979)

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Cronograma

Terças ou Quintas às 19h

27/01

Aula 1 - Brasil: Deus e o Diabo na Terra do Sol e a Estética da Fome

03/02

Aula 2 - Argentina: La Hora de los Hornos e o Terceiro Cinema

24/02

Aula 3 - Cuba: Revolução, ICAIC e De Cierta Manera

03/03

Aula 4 - Chile: Salvador Allende e a Batalha do Chile

Professor

João Marcos Albuquerque

Cineasta Independente, Crítico e Professor de Cinema, criador do Filmes Cuti. João Albuquerque é o diretor do filme "Somos Nossos Mortos. E as Árvores?", cuja estreia mundial ocorreu no Slow Film Festival 2025 - um dos festivais internacionais mais relevantes dedicados ao Slow Cinema. Mestre em Filosofia pela UFRJ, Júri do Festival Lumen 2025, autor de críticas, ensaios e artigos publicados em mídias como Outras Palavras, Midia Ninja e Cine Ninja, além de produzir todo conteúdo do Filmes Cuti. Professor do CineCuti, com mais de mil alunos inscritos em seus cursos e mais de 250 horas de aulas ministradas e gravadas sobre história, teoria e linguagem do cinema.

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Investimento

CineCuti Edição Cinema e Revolução na América Latina - R$100,00

Pacote Promocional com três edições do CineCuti - R$275,00 

O pagamento é realizado com toda segurança pelo PagSeguro. 

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Próximas Edições 

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23ª Edição:

O Cinema de Kleber Mendonça Filho

Início - 17/03/2026

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24ª Edição:

Cinemas Africanos e Descolonização

Início - 28/04/2026

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Inscrições abertas até 26 de janeiro.
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