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26ª Edição apresenta:

O CINEMA DE
YASUJIRO OZU

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Em 2022, a renomada revista britânica Sight and Sound realizou sua tradicional eleição dos maiores filmes de todos os tempos, reunindo 1.639 críticos, acadêmicos, curadores e programadores de diversas partes do mundo. O diretor japonês Yasujiro Ozu emplacou dois filmes entre os 25 primeiros: Era Uma Vez em Tóquio, em 4º lugar, e Pai e Filha, na 21ª posição. Há um consenso: Yasujiro Ozu é um dos maiores diretores da história do Cinema.

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Quando pensamos em Ozu, algumas imagens surgem imediatamente à mente: a câmera baixa, posicionada quase à altura do olhar de quem se senta no tatame junto aos personagens; os enquadramentos estáticos e rigorosamente geométricos; a arquitetura das casas japonesas; as paisagens contemplativas do cotidiano; os dramas familiares — sobretudo aqueles atravessados pela separação entre pais e filhas diante do casamento ou pelos conflitos entre gerações. Ao longo de décadas, Ozu construiu um universo de extraordinária coerência formal e narrativa, consolidando em torno de sua obra uma imagem crítica associada ao minimalismo, à contenção, ao zen-budismo e ao mono no aware — expressão japonesa ligada à percepção da transitoriedade das coisas e à melancolia que acompanha essa consciência. A esse conjunto de formas, temas, imagens e ideias que, com o tempo, se cristalizou como uma espécie de assinatura do cineasta, convencionou-se chamar de “ozuesco”.

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Como toda categorização, porém, o “ozuesco” traz consigo o risco de reduzir a obra de Ozu a uma fórmula, um sistema fechado, homogêneo e reiterativo. No limite, essa imagem cristalizada do cineasta pode até se afastar daquilo que seus próprios filmes efetivamente nos mostram. Um dos objetivos deste curso é justamente deslocar essa percepção e pensar Ozu como um cineasta plural, da coexistência de relações múltiplas e inesperadas que surgem no interior da imagem, filme após filme — perspectiva pela qual Shiguéhiko Hasumi, crítico de cinema e um dos mais importantes intelectuais japoneses do século XX, nos convida a experimentar sua filmografia. Sob a austeridade, revela-se também um cinema da abundância; sob a imobilidade, o movimento; sob a repetição, a variação — e não se trata de contradição, mas de coexistência e justaposição. Abre-se, assim, uma outra maneira de ver e de se relacionar com os filmes de Ozu.

 

Nosso curso, portanto, será realizado a partir da investigação da poética de Ozu: como seus procedimentos formais, recorrências temáticas, estruturas narrativas e escolhas estilísticas se relacionam para construir um universo de profusão, desestabilização e surpresas.

 

Aula 1 — O cinema silencioso de Ozu

Na primeira aula, retornaremos ao período silencioso para encontrar um Ozu de múltiplos gêneros. Antes da cristalização do estilo pelo qual se tornaria mundialmente conhecido, sua obra atravessa registros muito distintos, do filme de gângster à comédia familiar.

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Analisaremos seus filmes observando como alguns procedimentos que mais tarde reconheceremos como “ozuescos” já convivem com formas, gêneros e soluções visuais bastante diferentes.

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Entre os filmes a serem analisados: A Mulher daquela Noite (1930); Eu Nasci, Mas... (1932), e outros.

 

Aula 2 e 3 — O Ozu do Pós-Guerra

A segunda aula, assim como a terceira, serão dedicadas a análise dos filmes que consolidaram aquilo que hoje identificamos mais imediatamente com o Ozuesco. Investigaremos a poética de Ozu e como, dentro de uma aparente austeridade e monotonia, irrompem movimentos e imagens surpreendentes que reconfiguram a forma como experimentamos o cinema de Ozu. Um convite ao inesperado no Ozuesco.

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Entre os filmes analisados: Pai e Filha (1949); Era uma Vez em Tóquio (1953); Dia de Outono (1960); A Rotina tem seu Encanto (1962) e outros.

 

Aula 4 — O Cinema Japonês depois de Ozu

Na última aula, investigaremos a influência de Ozu no cinema japonês, da Nūberu Bāgu ao cinema contemporâneo.

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Analisaremos O Homem Que Deixou Seu Testamento No Filme (1970), de Nagisa Oshima, filme que pode ser lido como uma espécie de confronto com a tradição consolidada por Ozu; passaremos por Sangue de Vingança (1965), de Tai Kato, observando como certos princípios formais associados ao cinema de Ozu podem reaparecer no interior dos cinemas de gênero, aqui no subgênero Ninkyō eiga (filmes de Yakuza); e encerraremos com O Samurai do Entardecer (2002), obra prima do prolífico Yōji Yamada, que reinventa o jidaigeki e o chambara a partir de uma sensibilidade profundamente marcada pela atenção ozuesca ao cotidiano, à família e aos pequenos gestos.

 

E aí, vamos nessa?

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Aulas Online.
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As aulas são on-line e síncronas. Todas as aulas são gravadas e podem ser acessadas posteriormente. Portanto, você também pode participar de forma assíncrona.

Dinâmica das Aulas

As aulas tem três horas de duração, e estão organizados da seguinte forma: duas horas de aula e uma hora de debate com os participantes após a aula, com mediação do professor.

Acesso aos Filmes

Todos participantes do CineCuti receberão acesso aos filmes da edição. 

Os Principais Filmes da Edição

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Aula 1 - O Cinema Silencioso de Ozu: A Mulher daquela Noite (1930); Eu Nasci, Mas... (1932)

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Aula 2 - O Ozu do Pós-guerra: Pai e Filha (1949) / Dia de Outono (1960) / A Rotina tem seu Encanto (1962)

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Aula 3 - O Ozu do Pós-guerra (2): Era uma Vez em Tóquio (1953) / Crepúsculo em Tóquio (1957)

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Aula 4: Influência de Ozu - O Homem Que Deixou Seu Testamento No Filme (1970), de Nagisa Oshima/ Sangue de Vingança (1965), de Tai Kato / Samurai do Entardecer (2002), de Yoji Yamada

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Cronograma

Quintas às 19h

12/11

Aula 1 - O Cinema Silencioso de Ozu: A Mulher daquela Noite (1930); Eu Nasci, Mas... (1932)

19/11

Aula 2 - O Ozu do Pós-guerra: Pai e Filha (1949) / Dia de Outono (1960) / A Rotina tem seu Encanto (1962)

03/12

Aula 3 - O Ozu do Pós-guerra (2): Era uma Vez em Tóquio (1953) / Crepúsculo em Tóquio (1957)

10/12

Influência de Ozu - O Homem Que Deixou Seu Testamento No Filme (1970) / Sangue de Vingança (1965) / Samurai do Entardecer (2002)

Professor

João Marcos Albuquerque

Cineasta Independente, Crítico e Professor de Cinema, criador do Filmes Cuti. João Albuquerque é o diretor do filme "Somos Nossos Mortos. E as Árvores?", cuja estreia mundial ocorreu no Slow Film Festival 2025 - um dos festivais internacionais mais relevantes dedicados ao Slow Cinema. Mestre em Filosofia pela UFRJ, Júri do Festival Lumen 2025, autor de críticas, ensaios e artigos publicados em mídias como Outras Palavras, Midia Ninja e Cine Ninja, além de produzir todo conteúdo do Filmes Cuti. Professor do CineCuti, com mais de mil alunos inscritos em seus cursos e mais de 300 horas de aulas ministradas e gravadas sobre história, teoria e linguagem do cinema.

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Investimento

CineCuti Edição O Cinema de Yasujiro Ozu - R$180,00

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Pacote Promocional com duas edições do CineCuti - R$330,00

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Pacote Promocional com três edições do CineCuti - R$480,00 

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O pagamento é realizado com toda segurança pela Wix Payments.

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Próximas Edições 

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27ª Edição:

Nuberu Bagu
(Nouvelle Vague Japonesa)

Início - 14/01/2027

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28ª Edição:

O Cinema de Luis Buñuel

Início - 04/03/2027

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