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2º (Re)Descobertas apresenta:

DENTRO DO
CASULO AMARELO

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A mágica como princípio formal. É assim que gosto de pensar a respeito de “Dentro do Casulo Amarelo” (Bên Trong Vo Kén Vàng), escolhido para ser o filme da 2ª Edição do (Re)Descobertas. E quando falo de mágica, retorno ao grande primeiro mágico do cinema, Georges Méliès.

Méliès utilizava-se da trucagem para conjurar seus feitiços no interior da imagem. Entre um plano e outro, Méliès realizava um corte invisível, que permitia a ocorrência de desaparecimentos, transformações e cenas impossíveis, garantidas pelo arrojado senso de continuidade que ele conseguia imprimir em sua montagem. Sua mágica tinha por base, portanto, a ilusão de continuidade. Como efeito, encantava e fascinava um público que presenciava o nascimento de uma nova arte.

Mas e quando a magia opera no interior de um mesmo plano (não mais com a “ilusão de continuidade”, mas na continuidade), dentro da própria integridade espaçotemporal deste plano (sem a utilização de efeitos especiais digitais etc), atualizando os sentimentos de fascinação e encantamento para espectadores já versados nas diversas potencialidades da linguagem cinematográfica?

Este é o caso do cinema de Andrei Tarkovski, por exemplo. É assim que funciona seu Realismo Onírico, especialmente em O Espelho e Stalker. E este é o caso de Dentro do Casulo Amarelo, do diretor vietnamita Pham Thien An - a meu ver, o legítimo herdeiro do mestre russo.

Dentro do Casulo Amarelo venceu o prêmio Caméra d’Or (melhor primeiro longa-metragem) no Festival de Cannes 2023. Com exceção de poucos países, como a França, sua circulação esteve restrita aos festivais. No Brasil, por exemplo, o filme não estreou nos cinemas, nem esteve disponível nos streamings e VODs, sendo exibido na Mostra de São Paulo e uma única vez na Cinemateca do MAM (Rio de Janeiro). Sem distribuição, sem divulgação, grande parte do público brasileiro foi privado desta que é, para mim, uma das maiores experiências cinematográficas dos últimos anos.

Fica aqui o meu chamado para analisarmos e debatermos juntos Dentro do Casulo Amarelo. Na aula irei aprofundar esta relação entre plano e magia, a partir da investigação da mise en scène do filme. Teremos uma hora de aula, seguida de uma hora de debate entre os participantes, mediada pelo professor.

Obs: todos os inscritos receberão por e-mail o filme (com legendas em português) e o link para o encontro no Zoom. Quem não puder participar em tempo real do encontro, pode assistir a gravação da aula, que será disponibilizada no drive do curso.

E aí, vamos nessa? 

2º (RE)DESCOBERTAS - DENTRO DO CASULO AMARELO

Dia 08 de Abril, às 19h.

Realizador

João Marcos Albuquerque

Cineasta Independente, Crítico e Professor de Cinema, criador do Filmes Cuti. João Albuquerque é o diretor do filme "Somos Nossos Mortos. E as Árvores?", cuja estreia mundial ocorreu no Slow Film Festival 2025 - um dos festivais internacionais mais relevantes dedicados ao Slow Cinema. Mestre em Filosofia pela UFRJ, Júri do Festival Lumen 2025, autor de críticas, ensaios e artigos publicados em mídias como Outras Palavras, Midia Ninja e Cine Ninja, além de produzir todo conteúdo do Filmes Cuti. Professor do CineCuti, com mais de mil alunos inscritos em seus cursos e mais de 250 horas de aulas ministradas e gravadas sobre história, teoria e linguagem do cinema.

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Investimento

(Re)Descobertas = R$30,00

O pagamento é realizado com toda segurança pelo PagSeguro. 

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Inscrições até 07 de abril, ou até esgotarem as vagas (apenas 50 vagas disponíveis).
Para se inscrever, preencha o formulário abaixo:

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© Filmes Cuti 2022 - Criado por João Marcos Albuquerque

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