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1º (Re)Descobertas apresenta:

KISAPMATA

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(Re)Descobertas é uma nova iniciativa do Filmes Cuti, e consiste em um encontro mensal, com duas horas de duração (uma hora de apresentação minha, uma hora de debate com os participantes), sobre um único filme. O filme escolhido será sempre uma obra desconhecida do (grande) público, um filme cuja história do cinema foi injusta com seu poder artístico. Mas um filme que, em algum momento desta mesma história, brilhou por poucos segundos, como um meteoro cruzando o céu – por isso o prefixo “Re” na escolha do nome do evento. Neste encontro, irei focar minha atenção na análise de um aspecto a ser destacado da obra. A princípio, pretendo focar meus esforços na análise da mise en scène.

O filme escolhido para o nosso 1º Encontro se chama Kisapmata (1981), dirigido por Mike de Leon. Em termos de notoriedade na época de seu lançamento, destaco dois pontos. Kisapmata estreou no 7º Metro Manila Film Festival, o festival mais tradicional das Filipinas, onde venceu 10 dos 13 prêmios do festival, incluindo Melhor Filme. Atendendo ao festival estava Pierre-Henri Deleau, programador do Festival de Cannes à época, que se impressionou com o filme e o convidou para estrear na Europa durante o prestigiado festival. E então um acontecimento raro se sucedeu: Mike de Leon, em 1982, estava com dois filmes competindo na mesma edição de Cannes – Kisapmata e ΑΚΩ 81 – tornando-se assim um dos únicos diretores a alcançar tal feito. 

Após sua estreia, e todo o burburinho propiciado pelo Festival de Cannes, o filme caiu no ostracismo aqui no Ocidente. Em 2020, o filme foi restaurado pelo Il Cinema Ritrovato, e também houve uma retrospectiva da obra de Leon pelo MoMA, em 2022, o que indica um reconhecimento mais recente, ainda que discreto, ao trabalho deste grande cineasta. Nas Filipinas, a história é outra. Em 2013, Kisapmata foi eleito o 3º Melhor Filme da História do Cinema Filipino, em uma pesquisa realizada pelo Pinoy Rebyu, que convidou mais de 200 diretores, roteiristas, críticos e acadêmicos filipinos para votação.

Kisapmata é, ao meu ver, o maior herdeiro de Hitchcock (em especial Psicose) fora dos maneirismos característicos da década de 1980 (como De Palma e Argento). É um filme brutal e belíssimo, onde é possível presenciar e ficar estupefato com um controle absoluto do espaço, do tempo e do drama como intrincados e engendrados pela mise en scène. Durante a apresentação no encontro, será feita uma análise minuciosa sobre a mise en scène do filme.

Todos os inscritos receberão por e-mail o filme (com legendas em português) e o link para o encontro no Zoom.

E aí, vamos nessa? 

(RE)DESCOBERTAS - KISAPMATA

Dia 12 de Fevereiro, às 19h.

Realizador

João Marcos Albuquerque

Cineasta Independente, Crítico e Professor de Cinema, criador do Filmes Cuti. João Albuquerque é o diretor do filme "Somos Nossos Mortos. E as Árvores?", cuja estreia mundial ocorreu no Slow Film Festival 2025 - um dos festivais internacionais mais relevantes dedicados ao Slow Cinema. Mestre em Filosofia pela UFRJ, Júri do Festival Lumen 2025, autor de críticas, ensaios e artigos publicados em mídias como Outras Palavras, Midia Ninja e Cine Ninja, além de produzir todo conteúdo do Filmes Cuti. Professor do CineCuti, com mais de mil alunos inscritos em seus cursos e mais de 250 horas de aulas ministradas e gravadas sobre história, teoria e linguagem do cinema.

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Investimento

(Re)Descobertas = R$30,00

O pagamento é realizado com toda segurança pelo PagSeguro. 

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Inscrições até 11 de fevereiro, ou até esgotarem as vagas (apenas 50 vagas disponíveis).
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