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Filme Dirigido por João Albuquerque terá estreia mundial em Londres

  • Foto do escritor: João Marcos Albuquerque
    João Marcos Albuquerque
  • 20 de ago.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de nov.

Em 2025, realizei meu primeiro curta-metragem, “Somos Nossos Mortos. E as Árvores?”, um filme contemplativo que nasceu da experiência íntima do luto, e de como atravessei esse momento estabelecendo uma relação entre a paternidade, a natureza e o cinema. Feito sem orçamento, apenas com a câmera do meu celular e o apoio da minha esposa, este trabalho é fruto de uma busca estética pessoal - pensar o tempo, a duração e o silêncio como formas de criar imagens - e de uma busca pela sobrevivência após a perda.


O filme foi selecionado para exibição no Slow Film Festival (SFF), em Londres - um dos eventos internacionais mais relevantes dedicados ao Slow Cinema e ao cinema experimental. O Slow Film Festival é um ponto de encontro fundamental para a comunidade artística e acadêmica dedicada ao Slow Cinema. Reúne pesquisadores, críticos, curadores e cineastas de diversas partes do mundo em torno de um mesmo objetivo: refletir sobre novas formas de narrar, sobre a experiência do tempo no cinema e sobre estéticas que escapam à lógica industrial.


Criei uma vaquinha na Benfeitoria para que eu possa estar presente no Festival. Estar presente significa participar ativamente de um debate internacional que influencia a crítica, a teoria e a própria criação cinematográfica, ampliando a visibilidade de obras independentes e fortalecendo o diálogo entre diferentes tradições artísticas e intelectuais. Grandes nomes do cinema experimental, como James Benning, Ben Rivers e John Smith, já foram selecionados pelo festival e tiveram suas obras exibidas. O que torna toda essa experiência ainda mais impressionante para mim: estar junto de alguns dos cineastas que mais admiro.


Ao final da sessão, haverá ainda um Q&A comigo (sessão de perguntas e respostas), um momento de troca direta com o público e especialistas — oportunidade rara de apresentar minhas ideias, dialogar sobre o processo criativo e inserir meu trabalho em uma rede internacional de pesquisa e criação cinematográfica.


Sou professor independente e dedico minha vida ao estudo, ensino e à prática do cinema. Porém, meu salário não é suficiente para custear uma viagem internacional dessa dimensão. Estar em Londres neste festival é uma imensa realização pessoal, mas vai além. Significa consolidar meu percurso como cineasta em diálogo com uma comunidade artística internacional. Amplia as possibilidades de circulação e difusão do meu filme, podendo abrir portas para novos convites e mostras, e reforça também meu trabalho como pesquisador e educador, já que essa experiência irá reverberar nos cursos que ofereço, trazendo novas perspectivas para meus alunos e para o público que acompanha o Filmes Cuti.


Com a sua ajuda, posso estar presente nesse momento essencial para a minha carreira, representando também a força do cinema independente brasileiro em um espaço de destaque. Qualquer valor é bem-vindo: https://benfeitoria.com/projeto/joao-no-slow-film-festival-21ao


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© Filmes Cuti 2022 - Criado por João Marcos Albuquerque

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